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Amor é fogo que arde sem se ver
É ferida que dói, e não se sente.
Aos meus 13 anos de idade, isso a 6 anos atrás, a poesia e a cultura começavam a me fazer a cabeça. Eu lembro, era uma garota extrovertida, magrela, a mais alta da sala, mais até que os meninos. E era uma romântica. Sonhando e fazendo poesias. Nessa época da infância querida, havia, dissonando dentre tantas coisas de boa lembrança, Léo. Um primo o qual eu não suportava. Um pirralho, um ano mais novo que eu, cabelos castanho-escuros sempre desajeitados, meio sardentinho, agitado que ele só. A única coisa que nele eu gostava de ver eram os olhos, tão azuis que deixavam tonto que os olhasse por muito tempo. Vivia me importunando, fazendo das brincadeiras bestas de meninos. Meus cabelos, sempre longos, sofreram com seus puxões provocativos e inesperados. Eu tinha de aturá-lo naqueles feriados onde a família toda se reunia, na casa de algum tio ou da avó…Eram uma candura, uma doçura aqueles tempos, me faz saltar o coração só com a nostalgia de escrever essas palavras.
No natal de 2008, a festa foi na minha casa, lá se reunil a familia toda, tinha gente que nem sabiamos de onde era, tinha tambem pessoas que ja nem nos lembravamos mais. Confeso que não tinha uma gatinha para deixar a noite mais animada, a mais ou menos era uma prima que até tinha um corpinho bonito, mas que tinha o rosto feio, com algumas espinhas.
Eu se quer lembrava o nome dela e ela já veio para cima de mim:

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im being a brave little girl and posting this picture today <3
have a good moon monday. :)
(via rearfuckhole)